Paulão? Quem é o Paulão?

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Vespasiano, Sudeste/Minas Gerais, Brazil
Professor, Geógrafo, pai, um cara muito família, adora conversar com os amigos e um apaixonado pela sua profissão.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Greve! Que greve?

Chuvas no Rio de Janeiro, mortes, desabamentos, desmoronamentos, a liberação do pobre coitado do Arruda (mais uma vitima, "u coitado"), mais um maníaco preso, eleições, mais tentativas de golpe da imprensa, a economia vai bem obrigado, o big brother acabou, a novela das seis é nova, dentre outras e outros.

Com relação aos questionamentos sérios articulados pelos intelectuais da imprensa:

- Será que Aécio é vice de Serra?
- Será que Lula vai fazer campanha para Dilma usando a máquina do Estado?
- O trouxa do Arruda foi liberado? Ainda bem, imagina se isso pega e eles começam a prender todos os políticos corruptos? (CUUUIIIIIDAAAAADOOOOO BRASÍLIA)

Até parece que os professores não estão em greve, se por conta desta imprensa golpista tá tudo numa boa, não existe greve e nenhum movimento contrário ao governo dos Tucanos canalhas. Para a população mais um bando de gente que chora de barriga cheia.

Meu Deus, eu ainda me lembrei que neste ano temos a Copa do Mundo e também as eleições.

E agora? Me perdoem a resposta, mas FUDEU.

PAULO MIQUÉIAS

segunda-feira, 5 de abril de 2010

"A história é um carro alegre" e a imprensa é que faz a festa.


"A história é um carro alegre; cheia do povo contente e que atropela indiferente; todos aqueles que a neguem". Uma grande música do clube da Esquina em parceria com Chico Buarque. O que a música têm com estas poucas palavras? Tudo!

Negar, mentir e omitir são especialidades dos compadres do poder com os donos da informação. Aliás só vemos isto nestes dias. Será que vamos sobreviver as eleições? Já estou imaginado o sofrimento.

Hoje ao passar pelo Restaurante do companheiro Hubaldo no centro de Vespasiano, consegui ler além do cardápio diário de seu estabelecimento, escrito com giz em um quadro bem humilde, alguns dizeres próximos disto: "A imprensa têm de pagar multa por fazer propaganda para o PSDB, durante oito anos". Infelizmente o cardápio do Hubaldo é de circulação local, ou melhor ele fica parado na frente de sua loja, nem circular ele circula.

Outro Marketing de pobre (me perdoem a expressão), na briga, não, digo GUERRA por melhores condições de SOBREVIVÊNCIA DA CARREIRA DO MAGISTÉRIO, LIA-SE: PSDB - P(ior) S(alário) D(0) B(rasil), dizeres que encontrei em um cartaz no dia da manifestação dos professores e do funcionalismo público Estadual. Que eram os únicos insatisfeitos com o governo de Aécio Neves. Quem mandou professor não estudar? Bando de gente que ganha mal. Para a polícia o FICTÍCIO aumento deve gerar uma remuneração próxima aos R$ 2.000,00. Quem é o professor para conseguir ganhar isto? Afinal de contas ele não trabalha, só dá aulas. Ou ele não enfrenta bandidos? As vezes alguns alunos com as seguintes situações: armados, traficantes, brigões, mal-educados, perigosos e em muitas vezes até mesmo pessoas condenadas pela justiça. Sem generalizar, aliás sem também desmerecer a polícia mesmo tendo só o ensino médio como exigência para a carreira de militar. O bicho burro que é o professor.

Ou como diria meu pai: "você é doido por R$ 510,00 eu trabalharia de servente de pedreiro!!!". Pois é, estou pensando nesta hipótese pai.

Deixando de lado estes tristes contos do Sertão Mineiro em plena RMBH e neste estadão doido de DEUS. Vamos para as notícias do mundo. Se avaliarmos países como o Irã e ou Cuba, de acordo com a óptica embassada da imprensa nacional e internacional, vai parecer que vamos precisar de uma nova versão de Rambo, quem sabe talvez o 100º filme da série, com Silvester Stallone usando fraldas geriátricas. Talvez quem sabe outros super-heróis nortes americanos que também usam vermelho e azul, nos têm um HELP, para salvar o mundo DA AMEAÇA COMUNA e ou das RADICAIS ISLÂMICOS.

Pela óptica da mídia, Cuba é um exemplo, será que aquele país têm o pior IDH DO MUNDO? Eu acho que seria bom se ele ainda fosse governo pelo FULGÊNCIO BATISTA JÚNIOR, para quem sabe ele corrigir os erros do pai. Assim como aquele outro júnior que governou os EUA antes do Obama. Agora o problema no Oriente Médio foi resolvido. Seu pai não fez o serviço direito. Todos os super-heróis, com seus super arsenais foram para lá.

Mas quem vai nos salvar da mentira? Quem nos salvará da omissão? Da falta de noção? Da ganância? Até dos Cruzados e demais forças aliadas? Talvez o Chapolin Colorado, grande herói reconhecido pelo povo latino americano, gritaria:

- "Eu, o Chapolin Coloradoooo"
- "Não contavam com minha astúcia"

"Quem me dera ao menos uma vez", já dizia Renato Russo. Será que um dia vamos encontrar um herói. Porque infelizmente, até hoje encontramos muitos carrascos e ou vilões travestidos de heróis. Aécio Neves, "um lobo (ou bobo) na pele de um cordeiro"? Para a mídia a grande herança da esperança de um país melhor, para os ricos é claro! E para o pobre? Prefiro omitir a resposta. Ato contínuo ensinando arduamente pela imprensa mineira.

Mas afinal de contas o que a história têm com tudo isto? Nosso povo, nossos jovens e nossas crianças estão sendo atropelados. As mentiras, a falta de caratér, a omissão, a preguiça. Atropelam a todos que negaram o passado, o presente e nem querem mais saber do futuro.

Por isto eu canto "deixa a vida me levar; vida leva eu..."

Professor Paulo Miquéias

Por que a ira do Irã

Por que a ira do Irã

Antonio Luiz M. C. Costa

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O regime de Khamenei e Ahmadinejad é autoritário, mas não primitivo, nazista ou louco

Muito de negativo do que se fala do regime iraniano é verdadeiro. O Irã é o segundo país do mundo em execuções (depois da China) e um dos muito poucos a aplicar a pena de morte a menores de idade e comportamentos como homossexualidade e adultério. A democracia é limitada, pois a cúpula clerical veta à vontade candidatos e projetos que lhe desagradem e não há fiscalização confiável do processo eleitoral. Protestos contra o sistema podem ser reprimidos e punidos com prisão, às vezes morte.
É notória a segregação dos sexos e a imposição às mulheres do lenço de cabeça e do mantô (casaco de mangas compridas e cor discreta), como alternativa ao xador, o manto negro das conservadoras, inclusive a esposa do presidente. As mulheres não podem estudar Direito (baseado na sharia, tradicionalmente reservada aos homens) e são discriminadas em vários aspectos legais, principalmente no que se refere a casamento e divórcio.
Mas não são poucas as mídias que exageram a ponto de criar a imagem de uma primitiva ditadura de fanáticos miseráveis que ameaçam países vizinhos, prendem as mulheres em casa e as obrigam a usar burcas, caricatura tão absurda quanto à do Brasil como uma selva povoada de macacos e canibais. No Irã, não há burca (típica do Afeganistão) e quase não se vê o niqab (véu que cobre o rosto), obrigatório na Arábia Saudita e, na prática, também nos Emirados do Golfo, no Iêmen e em regiões do Paquistão.
Apesar das restrições legais, a participação das mulheres na economia é superior à da maioria dos países muçulmanos e alguns ocidentais: 40% das mulheres maiores de 15 anos trabalham, mais que no Chile (36,9%), para não falar de Turquia (28%), Egito (20%) ou Arábia Saudita (18,9%). Dos estudantes no ensino superior, 51% são mulheres, porcentagem equivalente à da Holanda e mais alta que a do México (50%), Chile (48%) e a maioria dos países muçulmanos, inclusive a Turquia (42%).
Na Arábia Saudita, como também nos Emirados do Golfo, as mulheres sofrem restrições mais severas em todos os aspectos e as execuções, proporcionalmente à população, são igualmente comuns e brutais. Por limitada que seja a vida política no Irã às facções que aceitam o sistema teocrático, a maioria dos demais países do Oriente Médio (assim como o Irã antes da revolução xiita) é de monarquias absolutas e ditaduras que nunca viram nada parecido com seus acirrados debates políticos e disputas eleitorais. A acusação de fraude eleitoral pela oposição e pela mídia ocidental, embora não possa ser descartada, empalideceu ante a fraude massiva e documentada no vizinho Afeganistão na reeleição por fim referendada pelos EUA e pela Otan.
O Irã é também um país mais moderno e industrializado do que geralmente se imagina no Ocidente. A renda per capita é superior à do Brasil, da África do Sul e de alguns dos “novos tigres” (como Tailândia), e o produto interno bruto, maior que o de alguns países do G-20, inclusive Arábia Saudita e Austrália. Em termos de crescimento econômico, tem um desempenho decente para um país periférico, mesmo se não excepcional: uma média anual de 4,7% nos anos 90 e de 5,3% no período 2000-2007, superior à média da América Latina (foram 2,0% e 3,1%, respectivamente, no Brasil) e do Oriente Médio.
Em fevereiro de 2009, seu programa espacial pôs em órbita um satélite de fabricação própria. Em 2008, suas montadoras produziram 1,05 milhão de veículos, mais que a Itália, incluindo vários modelos nativos. Segundo o site Internetworldstats, 34,9% dos iranianos usavam internet em 2008 (no Brasil, 34%) e neste ano a proporção chegou a 48,5%. A Grande Teerã é uma moderna metrópole de 13 milhões de habitantes, com uma rede de metrô e transporte público superior à de qualquer capital brasileira.
É preciso ter em mente que os aiatolás, caricatura à parte, não querem um retorno à Idade Média ou (como quer a Veja) “às cavernas”, e sim uma modernização sob seu controle. E para entender, é preciso começar por 1951, quando o popular Mohammed Mossadegh, eleito primeiro-ministro do Irã – então uma monarquia constitucional – nacionalizou o petróleo da Anglo-Iranian, à frente de uma onda de entusiasmo nacional.
Em 1953, pressionado pelos EUA, o Xá o demitiu, mas o primeiro-ministro liderou a reação popular e expulsou o soberano. Meses depois, EUA e Reino Unido orquestraram um golpe militar que depôs Mossadegh e entregou o governo ao Xá e o petróleo a um consórcio formado pela Anglo-Iranian (hoje British Petroleum), Shell e um grupo de empresas estadunidenses e francesas. O monarca passou a governar autoritariamente, mantendo Mossadegh em prisão domiciliar até a morte.
O nacionalismo laico e as esquerdas foram sufocados, mas não se ousava reprimir com a mesma brutalidade a religião tradicional, que pôde capitalizar a insatisfação não só com a ditadura política (como a Igreja Católica na Polônia), como também com a concentração de renda e ampliação dos abismos sociais, com as elites ocidentalizadas e a subserviência às potências ocidentais.
O prestígio popular de Ruhollah Khomeini e o tradicionalismo religioso pegaram de surpresa os movimentos progressistas que apoiaram a revolta popular e acreditavam serem seus beneficiários. Com uma visão ingenuamente linear do progresso, nacionalistas, liberais e socialistas haviam acreditado que a religião não podia mais conduzir a história. Mas foi o que se deu, como não se via desde os puritanos de Oliver Cromwell, na Inglaterra do século XVII.
No contexto iraniano, a religião é unificadora: apenas 51% da população é persa, mas 98% é muçulmana, 90% dela xiita e as minorias religiosas são dispersas. Só xiitas ortodoxos têm altos cargos no regime, mas a etnia não importa nem dita alianças. Khomeini era persa, mas seu sucessor, Ali Khamenei, é azeri e aliado do persa Mahmoud Ahmadinejad, cujo principal rival é Mir-Hossein Mousavi, azeri. Quando Saddam Hussein (apoiado pelos EUA) atacou o Irã, esperava ter apoio da minoria árabe, mas esta, xiita, foi leal aos aiatolás.
Por outro lado, a religião limita o alcance da revolução. Seu modelo não é aplicável nem mesmo a outras nações muçulmanas, pois o Irã é praticamente a única onde é hegemônico o islamismo xiita. Tem prestígio entre comunidades xiitas de outros países (minoritárias, exceto no Iraque, em Bahrein e no Azerbaijão) e a bem-sucedida resistência do Hezbollah xiita (apoiado abertamente pelo Irã) à invasão israelense de 2006 parece ter estimulado conversões em certos países árabes. Mas isso afasta ainda mais Teerã da maior parte do Oriente Médio. No passado, Saddam reprimiu com violência seus xiitas, suspeitos de simpatia pelo Irã. Hoje, com ou sem razão, a Arábia Saudita e o Iêmen acusam Teerã pela rebelião xiita em sua fronteira comum. Emirados do Golfo e nações árabes da África do Norte receiam o crescimento e rebeldia de suas minorias xiitas.
Contra o isolamento, o regime de Khomeini combinou religião e terceiro-mundismo em um discurso que satanizou os EUA e seu aliado mais notório no Oriente Médio, Israel, buscando aliados em outras forças anti-imperialistas, muçulmanas ou não. Após a morte de Khomeini (1989), o pragmatismo de Akbar Rafsanjani (1989-1997) e mais ainda o relativo liberalismo de Mohammad Khatami (1997-2005) jogaram água nessa fervura, mas a abertura liberal fracassou aos olhos das massas. Suas dificuldades aumentaram, a renda se concentrou, e nem por isso melhoraram as relações com o Ocidente – pelo contrário, Khatami foi humilhado e o Irã listado como parte do “eixo do mal” e candidato a “mudança de regime” quando da invasão do Iraque.
Como nos países latino-americanos, o fracasso do liberalismo gerou uma reação que, no Irã, tomou a forma de um populismo conservador e religioso, embora comprometido com causas populares como a distribuição da renda do petróleo aos pobres. Mahmoud Ahmadinejad, engenheiro e bem-sucedido prefeito de Teerã, filho de migrantes do interior, surgiu como liderança admirada pelas massas e aprovada pelo clero conservador.
O discurso antiocidental e antissionista voltou à baila, exacerbado pela invasão do Iraque e pelo agravamento do conflito na Palestina nos anos anteriores, a ponto de apelar para temas identificados com o antissemitismo. Mais preocupante nesse aspecto que o comentário segundo o qual “o regime que ocupa Jerusalém precisa desaparecer das páginas do tempo” é a afirmação de que o Holocausto “é um mito”. Não surgiu do Irã: foi adotada para apelar às massas árabes que já a proclamavam, principalmente palestinos que, exasperados com a insistência israelense em invocar a Shoah para legitimar sua expansão territorial e a expulsão dos árabes, passaram da denúncia da exploração interminável do genocídio nazista ao extremo de negá-la como fato.
É vergonhoso, mas não faz do Irã outro III Reich. Ao contrário do Xá, de Saddam Hussein, do Paquistão e de Israel, o regime dos aiatolás jamais atacou vizinhos ou reivindicou seus territórios e, apesar do discurso hostil a Israel, tem boas relações com sua minoria judaica. Metade dos 80 mil judeus iranianos emigrou logo após a revolução, mas muitos dos que ficaram lutaram ao lado da Guarda Republicana contra a invasão iraquiana apoiada pelos EUA. Nas últimas décadas, poucas dezenas aceitaram a ajuda oferecida por organizações israelenses aos que quiserem emigrar. Não sofrem restrições no culto, educação ou viagens ao exterior, e seu líder, Haroun Yashayaei, criticou, sem ser punido, Ahmadinejad por este questionar o Holocausto.
Considere-se agora a questão nuclear, combinada com a disposição de Teerã de confrontar verbalmente o Ocidente, os EUA e Israel e sua bem avançada tecnologia de mísseis e foguetes. O projeto foi iniciado pelo Xá, com apoio dos EUA e de países europeus que forneceram usinas nucleares e tecnologia de enriquecimento de urânio e de processamento de plutônio, com aprovação de Gerald Ford e seu gabinete, incluindo Dick Cheney e Donald Rumsfeld.
Os EUA não fizeram objeções quando Israel, Índia e Paquistão obtiveram armas nucleares e estavam dispostos a aceitar que o Xá as tivesse, como Henry Kissinger veio a admitir. Há razões para aplicar outros pesos e medidas aos aiatolás, que insistem em que seu programa é pacífico?
A ameaça iraniana tem sido exagerada, principalmente por Israel, interessado em desviar a atenção do mundo e de seus eleitores do problema palestino. Como a antiga União Soviética, o Irã tem sido conduzido de maneira rígida, mas sensata. Suas elites buscam prosperidade e projeção internacional com estratégias de longo prazo e nada têm a ver com o fanatismo suicida da Al-Qaeda. Mesmo se conseguissem algumas bombas atômicas, não há por que pensar que as usassem em um ataque não provocado a potências ocidentais ou a Israel, capazes de responder com dez vezes mais violência.
Mesmo a construção de uma segunda instalação de enriquecimento, protegida sob as montanhas de Qom, enquadra-se nessa concepção. Sendo ameaçados de bombardeio por estadunidenses e israelenses desde 2002, mostrar que tal ataque seria inútil é uma estratégia racional de dissuasão, pois o programa é uma política de Estado com a qual todas as forças políticas concordam. Inclusive o rival Mousavi, que retomou o programa quando primeiro-ministro (1981-1989) e continua a defendê-lo ardorosamente.
Funcionários têm dito a jornalistas ocidentais que Ahmadinejad seria favorável a um acordo de supervisão nuclear pela Agência de Energia Atômica da ONU, mas é antagonizado por “querer vender nossos interesses nucleares” tanto no clero quanto no Parlamento – não só pelos conservadores, como também pelos mesmos moderados que o criticaram, na campanha eleitoral, por antagonizar o Ocidente. Se não abriram mão do programa quando estavam sós e Washington estava no auge do poder político e econômico, por que o fariam agora que o poder relativo dos EUA diminuiu, Rússia, China, Síria, Venezuela, Turquia e outros têm boas relações com Teerã e o petróleo está em alta?
Se o Brasil tem alguma influência no Oriente Médio – como acreditam tanto os jornais israelenses e o presidente Shimon Peres, que veio visitar Lula enquanto seu primeiro-ministro falava com Obama, quanto Mahmoud Ahmadinejad e Mahmoud Abbas, que vêm em seguida –, deveria usá-la tendo em vista que tanto a teocracia do Irã quanto o Estado judeu de Israel são parte de qualquer futuro previsível, e a primeira, apesar de menos democrática, não é pior enquanto ameaça à paz na região. Todo incentivo ao respeito à igualdade, liberdade e direitos humanos no Irã é elogiável, mas isso não justifica discriminá-lo ou prejulgá-lo no que se refere às relações internacionais.

Fonte: Carta na Escola – http://www.cartanaescola.com.br/