Paulão? Quem é o Paulão?

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Vespasiano, Sudeste/Minas Gerais, Brazil
Professor, Geógrafo, pai, um cara muito família, adora conversar com os amigos e um apaixonado pela sua profissão.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Carta aos companheiros...

Dever cumprido e uma excelente perspectiva são sentimentos que quero compartilhar aqui neste instante com nossos nobres e verdadeiros companheiros de luta. Um alívio como pai, ao saber que minhas filhas podem retornar a sala de aula para ter aulas de verdade. Muitas idéias eclodindo nesta pequena massa cefálica. Mas a maior e melhor de todas as situações é saber que nestes momentos de tanta angústia e sofrimento conseguimos perceber que nunca estivemos realmente sozinhos, pois o nosso Grande e adorado Pai esteve e estará sempre ao nosso lado, a ele toda glória. Muito obrigado meu Deus!

Nesta longa batalha ou neste que foi o maior movimento de greve já registrado em Minas, conseguimos clarificar uma série de concepções e obter real comprovação das instituições e das categorias que compõem este maquiavélico sistema de governo, dentre as observações podemos comprovar:

- A mídia subserviente que lutou sempre a favor do governo foi realmente desmascarada e muitos tiveram que mudar o discurso e ou continuar a manutenção do discurso vazio e inócuo. Mas foi muito bom perceber e comprovar claramente que os meios de manipulação em massa não conseguiram ser bem sucedidos nesta proposta. Nós professores conseguimos provar isto e conseguimos ser mais fortes.

- Conseguimos desmascarar este governo que praticamente nunca enfrentou uma oposição significativa. Mostrando para o povo de Minas, do Brasil e enfim do mundo as verdadeiras mazelas à qual estávamos submetidos desde a sua criação. Alguns podres até começaram a aparecer! Mesmo que de forma velada, mas apareceram.

- Um dado que ainda entristece e que muito temos que fazer para subverter, que é a alienação de nossa sociedade, dado que comprovamos e que infelizmente ainda coloca uma série daqueles que se intitulam “educadores” em um mesmo bojo.

- As instituições jurídicas que lutam para manter o Status Quo do poder executivo e desta classe podre que é a burguesia. Praticamente todas as decisões favoreceram o Estado, mesmo que comprovadamente arraigadas de erros, injustiças e incoerências.

- A PMMG que agiu de maneira extremamente truculenta e que utilizou de muita força e praticamente nenhum diálogo, para atender as ordens dos chefes do executivo e do legislativo. Neste caso as entidades que representam este setor tentaram uma justificativa, que em minha opinião ainda não convenceu, por uma série de motivos. Primeiro, eu como bom Geógrafo, Educador e defensor da paz não apoio de forma alguma a violência. Além disto, não estamos aqui tratando de pessoas que apelam e ou apelaram para o extremismo, o fundamentalismo em nosso país ainda não se faz necessário, graças a Deus.

- O MPMG que deveria defender e fiscalizar a coerente aplicabilidade das leis agiu de forma conivente e provou ser extremamente domesticado aos interesses e idéias do poder executivo.

- Ao Poder Legislativo que mostra a cara de um Poder HOMOLOGATIVO, com pouca moral e com alguns exemplares que deveriam ser execrados da política nacional, devida a conjuntura atual, mas que infelizmente expressam e ainda representam o resultado de uma verdadeira escolha baseada na falta de racionalidade, noção e de acesso à educação. Com infelizmente pouquíssimas exceções.

- Aos que se intitulam “educadores” e assumiram postos de trabalho nas escolas estaduais durante nossa gloriosa batalha, aqueles que se intitulam “educadores” e que assinaram ponto e continuaram servindo ao governo, aos que tratam a educação como “bico”, aqueles que apontam e ameaçam covardemente para aqueles que lutam para conseguir dignidade para todos.

O recado é claro para todos que foram citados e sem muitas delongas: “tremei-vos” os verdadeiros lutadores ainda continuam sua jornada. Sabemos que o momento é de conciliação e é claro que queremos paz, mas de acordo com os dizeres do Grande Yuka do grupo O Rappa: “... paz sem voz, paz sem voz
não é paz, é medo!
”.

Não estou acusando ninguém, não é este o objetivo desta espécie de desabafo estou apenas relatando a postura e quem sabe até a falta dela nesta nossa jornada de lutas e espero com este texto possa promover muita reflexão. Se juntarmos todas estas peças e intitularmos esta coisa toda de “engrenagens de uma máquina”, com a luz da razão e da certeza que temos, poderíamos afirmar: estas engrenagens são frágeis e estão ruindo e este um mais um grande passo para a nossa tão sonhada REVOLUÇÃO and “y believe” (eu acredito), and “y have a dream” (eu tenho um sonho).

Agradecimentos temos muitos a fazer meu nobre companheiro, dos especiais quero dedicar aqui ao nosso grande Comandante João Martinho e também ao agora 3º Sargento Sr. Geraldo, que resistiram bravamente em importantes frentes e intervenções, (vocês são exemplos para todos nós, temos muito que aprender com vocês ainda). À você meu caro amigo que com tanta maestria, destreza e com este dom maravilhoso concedido por Deus que pôde em muitas e muitas vezes confortar os milhares de educadores desta tão vasta Minas Gerais com os informes, artigos e vídeos do “internacional” Blog do Euler. A nossa grande organizadora e sempre preocupada Claúdinha que cuidou de todos nós com um carinho ímpar de mãe. A todos os companheiros de São José da Lapa e Vespasiano que resistiram bravamente e ajudaram a lotar aquela Assembleia desde o ínicio de nossa jornada histórica. Aos meus amigos, companheiros da luta, do trabalho, da vida e é claro dos butecos: Anderson, Alex, Kakau, Rockmil, Sérgio, Carlinhos Picareta e tantos outros. Aos meus professores que me ensinaram à lutar, lutaram comigo e ainda continuarão lutando. A minha esposa e filhos que tiveram que ter muita paciência e amor comigo para chegar até aqui. E claro, à Deus, pois sem ele não somos nada e com o exemplo de seu filho que nos ensinou a maior de todas as lições, o amor. Também nos ensinou outra coisa muito importante, a LUTA.

Um abraço e até a vitória;

Professor Paulo Miquéias Alves Teixeira

PAULÃO DA GEOGRAFIA

terça-feira, 18 de maio de 2010

SOU PROFESSOR COM MUITO ORGULHO E COM MUITO AMOR.

Estive muito angustiado neste fim de semana. Ao me deixar levar pela fala da mídia e do governo, cheguei a acreditar que nosso movimento de greve que já é histórico estava próximo do fim. Ao participar da reunião do comando de greve no dia 17/05/2010, com meus nobres companheiros, fui para minha casa com uma certa angústia, acreditando que nossa greve já não era mais sustentável. Infelizmente não participei da Assembléia, pois estava trabalhando no mesmo horário, mas como alguns políticos dizem "meu coração estava lá".

Fiquei muito orgulhoso e até emocionado por saber que o grito de aproximadamente 20 mil MESTRES E OUTROS NOBRES EDUCADORES ecoaram na praça da Assembleia e pelo centro de nossa capital, mais uma vez e em mais um belo ato de bravura.

NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOO! sem conquistas reais, sem retorno as escolas!

Vamos mostrar ao governo e a esta mídia podre, que juntos somos a categoria de maior representatividade política de nossa galáxia.

VIVA A VERDADEIRA REVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO MINEIRA.

terça-feira, 4 de maio de 2010

E a greve têm que continuar...

A justiça mineira determinou o fim da greve...

QUE (IN)JUSTIÇA HEIM !!!

Eles estão preocupados com a educação de nossos filhos, com o bom andamento do ano letivo, com o cumprimento integral das leis de diretrizes e bases da educação, , bando de canalhas. O conluio com as ilicicitudes do Estado e de seu desmandos é naturalizado por muitos. Será que a ditadura ainda não acabou?

Uma greve invisível às lentes da mídia, uma luta digna e honrosa que têm diariamente seus anseios indeferidos pelo legislativo, pela sociedade e agora também pela judiciário. Puta merda, com o perdão da expressão. Será que ela é cega mesmo? Ao que parece e se depender da mídia, sim ela é!

Meu caro desembargador, como você se intitula um representante da justiça promovendo injustiças?

"Apesar de você(s), amanhã há de ser outro dia", será que tenho que recorrer a um refrão dos meados do Séc. XX? A gente precisa de utilizar isto ainda?

Muitas perguntas e algumas respostas. Uma liminar não irá calar nossa luta, ao contrário ela poderá fortalecer. Meus pensamentos e minha liberdade nunca hão de ser subtraídos. Das convicções e pensamentos que tenho, muitos devem ser repassados para meus filhos e também para meus alunos, pois acredito em um futuro melhor. E num futuro próximo, antes mesmo da revolução, indivíduos como Aécio, Anastasia, Vanessa, Renata e o pobre coitado do Desembargador Wander Marmota, digo Marrota, serão banidos.

BANDO DE CANALHAS.

Professor Paulo Miquéias